E uma pequena comunidade de Igreja constituida por 5 a 7 casais cristãos acompanhados por um Padre que lhe dá um apoio doutrinal e espiritual, e colocada sob a protecção da Virgem Maria.A equipa é membro de uma comunidade de espiritualidade conjugal mais larga - o Movimento internacional das ENS - no qual aceita partilhar a vida, o Espírito e a Carta.A entreajuda e a amizade fraterna praticadas em equipa ajudam os casais, cujo amor está já santificado pelo sacramento do Matrimónio, a converterem-se a Cristo, a pôr o seu amor ao serviço do Reino e a fazer de todas as suas actividades uma colaboração com a obra de Deus e um serviço aos homens.
Redigido pela Equipa Responsável Internacional para o 7º Encontro Internacional das Equipas de Nossa Senhora em Loudes, em 1988, este documento examina aprofundadamente o Movimento das Equipas e o seu carisma único. Ele exorta os casais a ser "fermento de renovação" no mundo moderno. Afirma que o Matrimónio cristão faz crescer o amor e a felicidade dos casais, e ao mesmo tempo ajuda ao crescimento da sua espiritualidade. A sexualidade humana é declarada como realmente importante no caminho da Santidade. Apresenta uma reflexão sobre a vida da equipa, as etapas da vida de uma equipa, a missão dos membros das equipas e a sua responsabilidade: responder ao apelo de Deus na Igreja e no mundo, sendo testemunhas dos valores do Cristianismo pela maneira como vivem a sua vida de casal.
Pela graça do Espírito Santo e sob a Sua Inspiração, a renovação do Movimento prossegue. Na oração e na reflexão, os membros da Equipa Responsável Internacional e os responsáveis das Supra-Regiões decidiram elaborar um guia completo sobre o Movimento, baseado na riqueza dos documentos anteriores.
"Estar no caminho" é deixar-se levar pelos acontecimentos e pelas coisas sem ser capaz de lhes dar um sentido."Pôr-se a caminho" exige, pelo contrário, abrir-se a novas exigências, porque isso implica a decisão de empreender uma viagem, de reflectir sobre o caminho a tomar, de viver uma preparação, de criar um espaço de vida com sentido de esperança, e sobretudo, tomar consciência que "pôr-se a caminho" é a nossa nova exigência. Esta situação exige de nós comportamentos diferentes e novas palavras para abordar a vida quotidiana nos pequenos e grandes pormenores, para olhar a história que nos rodeia na qual participamos como actores.